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Campo Largo,02/04/2026

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Disputa pelo comando do PL em Campo Largo esquenta e expõe racha político após chegada de Christiano Puppi

Movimentações internas, pressão do Executivo e divisão entre lideranças colocam nova filiação de Puppi no centro de uma batalha estratégica que pode redefinir o cenário eleitoral no município


Disputa pelo comando do PL em Campo Largo esquenta e expõe racha político após chegada de Christiano Puppi

A filiação de Christiano Puppi ao Partido Liberal (PL), que inicialmente parecia consolidar um novo projeto político em Campo Largo, rapidamente evoluiu para um cenário de tensão, articulações de bastidores e disputa direta pelo controle da sigla no município.

Nos corredores políticos, a leitura é clara: a chegada de Puppi “mexeu com as estruturas” e provocou reações imediatas, especialmente entre aliados do Executivo municipal. Há indícios de uma forte movimentação para impedir que o ex-candidato a prefeito assuma a presidência do PL local — posição estratégica que pode definir os rumos do partido nas próximas eleições.

Entre os nomes que surgem nesse tabuleiro, está Pedro Parolin, que atualmente integra a administração do prefeito Mauricio Rivabem e já cogita retornar ao PL e sai do Patido NOVO. Parolin, inclusive, foi peça-chave em articulações passadas dentro do partido, tendo participado diretamente do movimento que retirou João Marcos Cavalin protegido do deputado Giacobo da presidência municipal da sigla para alinhar o PL ao projeto de Christiano Puppi nas eleições anteriores. Agora, o cenário parece ter se invertido.

Outro nome de peso nessa disputa é o do vereador Rogério das Tintas, que apesar de ser filiado ao PL, tem adotado uma postura alinhada ao Executivo. Em diversos discursos, o parlamentar tem se declarado parceiro da atual gestão, o que o coloca em rota de colisão com Puppi, Posicionado como oposição ao prefeito Mauricio Rivabem. Caso Puppi assuma a presidência do partido, a convivência interna tende a se tornar ainda mais delicada.

Também entra no radar político Damiani Fontebon, aliado próximo do deputado Filipe Barros, e que pode influenciar diretamente nos rumos do partido na cidade. A disputa interna, portanto, não se limita ao âmbito municipal, mas reflete interesses estaduais e até nacionais dentro do PL.

A situação se torna ainda mais complexa com a presença do vereador Athos Martinez, também do PL. Além de eleito pela sigla, ele possui ligação familiar sendo parente do governador Ratinho Junior, que hoje figura em um campo político oposto ao senador Sergio Moro agora pré-candidato ao governo do estado pelo PL e principal articulador da chegada de Puppi ao partido. Esse fator adiciona um componente sensível à disputa, já que qualquer posicionamento mais firme pode gerar não apenas impactos políticos, mas também pessoais.

Nos bastidores, a avaliação é que Christiano Puppi chega fortalecido pelo apoio de Moro e Felipe Barros e alinhado a um projeto maior dentro do PL, mas terá que enfrentar resistência interna significativa. Sua capacidade de articulação será colocada à prova já neste primeiro desafio: conquistar a confiança de seus novos correligionários e consolidar sua liderança dentro da sigla.

Enquanto isso, o Executivo municipal acompanha de perto cada movimento. A possível ascensão de Puppi ao comando do PL é vista como uma ameaça política direta a Mauricio Rivabem, especialmente por abrir caminho para uma candidatura competitiva a deputado estadual, com potencial de impacto regional, já que Mauricio Rivabem não possui um candidato a altura para disputar uma vaga de Deputado.

Outro fator que pode influenciar o desfecho dessa disputa é a possível volta de lideranças que se afastaram do PL. Nomes como Iara e Ralph Stoco, além do Dr. Carlos Lamoglia e setores da chamada cúpula evangélica, podem retornar ao partido dependendo de quem assumir a presidência. Esse movimento pode alterar significativamente o equilíbrio de forças dentro da sigla.

O cenário desenhado remete, em muitos aspectos, ao embate das eleições municipais, colocando novamente frente a frente os grupos de Christiano Puppi e do prefeito Mauricio Rivabem — agora em uma escala ainda maior e com implicações diretas nas eleições estaduais.

Diante disso, a disputa pelo comando do PL em Campo Largo deixa de ser apenas uma questão interna partidária e passa a representar um verdadeiro teste de força política. De um lado, Puppi, respaldado por lideranças estaduais e com discurso alinhado à direita. Do outro, o grupo ligado ao Executivo, com influência local e capacidade de articulação institucional e com algumas influências da esquerda.












No fim, a pergunta que fica é: quem será o melhor estrategista nesse novo capítulo da política campo-larguense? A resposta pode não apenas definir o comando do PL, mas também redesenhar o futuro político da cidade e sua representatividade no cenário estadual.

Matéria: Jornalista Marcopolo Pais

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