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Campo Largo,18/03/2026

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Vereador Rafael Freitas é alvo de críticas após vídeo gerar ataques injustos; cachorro já foi adotado e está bem

Família nega maus-tratos, diz que tentou contato sem resposta e desfecho do caso contradiz acusação feita nas redes sociais


Vereador Rafael Freitas é alvo de críticas após vídeo gerar ataques injustos; cachorro já foi adotado e está bem

O vídeo publicado pelo vereador Rafael Freitas, que denunciava um suposto caso de maus-tratos a um cachorro, continua repercutindo e agora ganha novos contornos após o esclarecimento dos fatos e o desfecho positivo para o animal.

Na gravação, o parlamentar inicia afirmando: “Esta imagem que está circulando nas redes sociais é o retrato da hipocrisia”, e segue classificando a situação como crime: “Isso não se trata de opinião. Isso é crime. E o meu mandato não vai ficar inerte.”

O vereador também declarou que já estava tomando providências: “Já estamos oficializando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para que tome as medidas necessárias para o cumprimento da Lei 3416 de 2022, que proíbe o uso de correntes ou encarceramento de qualquer animal.”

No entanto, informações apuradas posteriormente mostram que o contexto da imagem era outro.

Segundo a família envolvida — moradores do interior e de condição humilde — o cachorro nunca foi vítima de maus-tratos. De acordo com o relato, o animal estava temporariamente acorrentado por segurança, pois corria risco de ser atacado por outros animais no local.

A imagem que circulou nas redes foi enviada ao comunicador Santana apenas para auxiliar na divulgação da adoção do cachorro, já que a família buscava um novo lar devido à dificuldade de adaptação com outros animais.

E o desfecho reforça essa versão: o cachorro foi adotado e, conforme vídeo enviado à redação, está saudável, bem cuidado e feliz em seu novo lar.

Um ponto que chama atenção no caso é o relato da família de que tentou contato com o vereador Rafael Freitas em diversas ocasiões antes da repercussão — justamente para buscar orientação e apoio.

Segundo eles, não houve retorno.

A situação contrasta com uma fala do próprio vereador no vídeo, quando questiona: “Por que até o momento não teve a coragem de vir conversar comigo, dialogar de forma séria e transparente, frente a frente, para solucionar o problema?”

Para a família, a declaração causa indignação, já que, segundo afirmam, houve tentativa de diálogo que não foi atendida.

Após a publicação do vídeo, a situação rapidamente saiu do controle. A família passou a ser alvo de ataques nas redes sociais, recebendo mensagens de ódio e julgamentos.

O comunicador Santana, citado indiretamente na fala do vereador como “pseudo-jornalista”, também foi alvo de críticas e ataques por seguidores do parlamentar.

Em outro trecho do vídeo, o vereador afirma: “Isso tem nome. Covardia. Quem trata animal assim é covarde.” — declaração que, diante do contexto completo, acabou sendo direcionada a uma situação que, segundo os envolvidos, não representava maus-tratos.

O desfecho do caso — com o cachorro adotado e em boas condições — contradiz a narrativa inicial apresentada no vídeo.

Mais do que isso, evidencia como uma interpretação isolada de uma imagem pode levar a conclusões equivocadas quando não há apuração completa dos fatos.

A família reforça que acolheu o animal com boa intenção, oferecendo abrigo temporário até encontrar um lar definitivo — o que acabou acontecendo.

O episódio levanta um debate importante sobre a responsabilidade de agentes públicos ao utilizarem as redes sociais para denúncias.

Ao afirmar categoricamente que se tratava de crime, sem apresentar o contexto completo ou ouvir todos os envolvidos, o vereador Rafael Freitas pode ter contribuído para a exposição indevida de pessoas inocentes e para a disseminação de julgamentos precipitados.

Além disso, o caso levanta questionamentos sobre a coerência entre discurso e prática, especialmente diante da alegação de que a família buscou ajuda previamente e não foi atendida.

O que começou como uma denúncia nas redes sociais terminou com um desfecho positivo para o animal, mas negativo para pessoas que, segundo os relatos, apenas tentavam ajudar.

O cachorro hoje está em um novo lar, saudável e feliz — realidade que contrasta com a gravidade das acusações iniciais.

Já para a família e para o comunicador Santana, ficam os efeitos de uma exposição pública marcada por ataques e julgamentos.




































O caso deixa uma reflexão necessária: a pressa em denunciar, sem apuração completa, pode não apenas distorcer a realidade, mas também causar danos irreversíveis a quem não teve sequer a chance de ser ouvido.


O vereador foi procurado por nossa redação e enviou a seguinte nota:

"No caso em questão, a manifestação realizada teve como base uma imagem amplamente divulgada e encaminhada a este Vereador, indicando possível situação de maus-tratos. Diante disso, agir não foi uma escolha, mas uma obrigação. A omissão, em situações como essa, jamais será uma alternativa para este mandato.

Ainda sobre a atuação do referido “comunicador”, é importante evidenciar a contradição em suas próprias publicações. Em 16 de dezembro de 2025, foi divulgado em sua rede social um recorte de imagem de um cão com coleira e corrente, pertencente a uma protetora, referindo-se ao animal como “presidiário”. Em outro momento, o mesmo perfil compartilha, em grupo público, imagem de animal em condição semelhante, acompanhada da legenda “essa belezura está para adoção”. Tal incoerência evidencia dois pesos e duas medidas no tratamento do tema, ou, em síntese, a hipocrisia.

Quanto à família que se sentiu prejudicada, reitero que não houve citação nominal ou direcionamento de acusação individual. Ainda assim, é necessário evidenciar um problema recorrente: muitas pessoas adquirem animais de forma precipitada, sem preparo ou condições adequadas de manejo. Isso frequentemente resulta em restrição excessiva, como o uso contínuo de correntes, estímulo a comportamentos agressivos e, posteriormente, o descarte por meio de “doação” que, neste caso, inclusive, só ocorreu após a exposição da situação. Esse ciclo é um dos principais fatores que alimentam o abandono e os maus-tratos, e é justamente contra essa realidade que meu mandato atua.

Por fim, quanto ao questionamento sobre a “coragem” de debater, esclareço que a fala foi direcionada ao referido comunicador, no contexto da causa animal, tendo em vista que este tem reiteradamente realizado críticas sem, contudo, apresentar qualquer proposta ou solução concreta para os problemas enfrentados.

Deixo ainda meu convite para o debate de ideias e de forma democrática com o Comunicador, frente à frente, inclusive durante qualquer programa jornalístico."

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