Departamento de Comunicação da Câmara de Campo Largo é alvo de críticas por falta de transparência e divulgação de eventos
Enquanto recebe altos salários pagos com dinheiro público, setor responsável por informar a população é acusado de omitir eventos, promover encontros pouco divulgados e priorizar conteúdos superficiais nas redes sociais.
O principal papel de um departamento de comunicação dentro de um órgão público é garantir que a população seja informada sobre as ações e atividades realizadas com recursos públicos. Na Câmara de Vereadores de Campo Largo, porém, o que deveria ser uma ponte entre o poder legislativo e a população tem sido alvo de críticas justamente por não cumprir essa função básica.
Nos últimos meses, diversos eventos realizados dentro da chamada “Casa do Povo” teriam ocorrido praticamente em silêncio, sem divulgação prévia adequada e sem qualquer convite público à população campo-larguense. A consequência é que muitos cidadãos acabam tomando conhecimento dessas atividades apenas depois que elas já aconteceram.
A situação levanta questionamentos sobre a transparência e a publicidade dos atos da Câmara. Afinal, eventos realizados dentro de um órgão público, com estrutura e recursos pagos pelos contribuintes, deveriam ser amplamente divulgados para que toda a população pudesse participar.
Outro ponto que tem gerado críticas é a forma como o departamento de comunicação vem atuando. Segundo observadores da política local, em vez de priorizar a divulgação institucional das atividades legislativas, o setor estaria dedicando grande parte de seu tempo à produção de vídeos curtos para redes sociais, em formatos comparados por alguns a conteúdos de estilo “TikTok”.
Além disso, chama atenção o fato de que os cargos dentro do departamento de comunicação seriam majoritariamente comissionados — ou seja, preenchidos por indicação política. Essa característica reforça as críticas de que o setor estaria mais alinhado a interesses políticos do que ao compromisso com a informação pública.
Também há questionamentos sobre a presença de funcionários públicos, além de secretários, diretores e diretoras da administração municipal em eventos realizados dentro da Câmara durante horário de expediente. Para alguns críticos, a participação de agentes públicos em atividades desse tipo durante o horário de trabalho merece explicações mais claras à população.
Um dos eventos que gerou maior repercussão contou com a presença de uma palestrante conhecida por sua atuação ideológica e alinhamento com posições consideradas de extrema direita, o que também levantou debate sobre o caráter e o objetivo de determinadas atividades promovidas dentro da instituição.
Diante desse cenário, cresce entre parte da população a cobrança por mais transparência, publicidade e responsabilidade na utilização dos recursos públicos. Afinal, a Câmara de Vereadores deveria funcionar como um espaço aberto ao cidadão — e não como palco para eventos restritos ou de pouca divulgação.
Para muitos moradores de Campo Largo, a pergunta que permanece é simples: se existe um departamento de comunicação pago com dinheiro público, por que a população continua sendo a última a saber do que acontece dentro da própria Casa do Povo?
Quem tem pago as palestrantes com ideologia politica para realizar tais palestras?
Enquanto isso os vereadores que deveriam fiscalizar não conseguem fiscalizar a própria casa de leis.
Matéria: Marcopolo Pais




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