CURIOSIDADE VIRA DESCOBERTA E APRENDIZADO NOS CMEIS DE CAMPO LARGO
Crianças de 2 a 4 anos transformam tintas, sementes, argila e outros materiais em experiências que estimulam a criatividade, a investigação e diferentes formas de expressão
Foto : Comunicação PMCL Misturar tintas, observar cores que se transformam, tocar sementes, comparar quantidades, experimentar materiais e descobrir novas possibilidades de brincar. Para crianças de 2 a 4 anos, essas experiências fazem parte de um processo de aprendizagem que começa justamente pela curiosidade. Nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Campo Largo, propostas pedagógicas vêm aproveitando os interesses das próprias crianças para transformar descobertas do cotidiano em oportunidades de criação, investigação e desenvolvimento.
Um dos exemplos está no CMEI Colibri, onde o Ateliê se tornou um espaço permanente de pesquisa e experimentação. Ali, as crianças não encontram atividades prontas para serem simplesmente executadas. Elas têm contato com diferentes materiais, fazem escolhas, testam possibilidades e encontram maneiras próprias de expressar o que pensam e descobrem.
Na turma do Infantil 3C, o interesse pelas pinturas e pelas misturas de tintas deu origem à proposta “Arte por Toda Parte – As Cores do Mundo”. A partir da exploração das cores primárias e secundárias, as crianças puderam observar transformações, levantar hipóteses e perceber relações de causa e efeito. Ao mesmo tempo em que experimentavam as tintas, também entravam em contato com quantidades e proporções e utilizavam o próprio corpo como instrumento de expressão.
A investigação também ganhou um elemento presente na cultura brasileira: o milho. Na turma do Infantil 2A, a proposta “Arte por Toda Parte – Encontros com a Cultura do Milho” aproximou as crianças das tradições das festas juninas e de manifestações da cultura popular. O alimento, conhecido pelas crianças no dia a dia, passou a ser também objeto de observação, exploração e descoberta.
Durante as vivências, sementes de milho foram utilizadas em momentos de brincar heurístico, em que materiais não estruturados ganham diferentes significados a partir da ação das próprias crianças. Com recipientes de tamanhos variados, elas puderam comparar quantidades, pesos e volumes, testar possibilidades e encontrar soluções para pequenos desafios. O que parece apenas uma brincadeira se transforma, dessa forma, em uma experiência que envolve raciocínio, investigação e resolução de problemas.
A proposta do Ateliê parte justamente dessa compreensão: a criança aprende enquanto explora o mundo. Desenho, argila, luz, papel, sementes, elementos da natureza e outros materiais deixam de ser apenas objetos e passam a funcionar como instrumentos para que elas expressem ideias, formulem hipóteses e construam significados.
Mais do que um local destinado a atividades artísticas, o Ateliê é compreendido pela equipe pedagógica como uma maneira de estar com as crianças e acompanhar seus processos de descoberta. As propostas não seguem necessariamente um roteiro fechado. Elas são construídas de forma a respeitar as diferentes linguagens da infância e os modos particulares como cada criança se comunica, cria e aprende.
“Cada experiência vivenciada pelas nossas crianças amplia as possibilidades de aprendizagem e fortalece o desenvolvimento integral. Quando investimos em ambientes que estimulam a investigação, a criatividade e o protagonismo infantil, reafirmamos o compromisso de Campo Largo com uma Educação Pública de qualidade, inovadora e centrada nas necessidades de cada estudante”, destaca o secretário municipal de Educação, Bruno Cézar da Cruz.
Embora as experiências apresentadas tenham como foco as turmas do Infantil 2 e Infantil 3, o princípio de respeitar as características e os interesses de cada faixa etária está presente no trabalho dos CMEIs da rede municipal, que atendem crianças desde os 4 meses até os 4 anos.
Ao valorizar a curiosidade, a brincadeira e a capacidade de investigação das crianças, a Educação Infantil amplia o significado de aprender. Em Campo Largo, experiências simples do cotidiano ganham novos sentidos e mostram que, na primeira infância, descobrir também é uma forma de construir conhecimento.




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