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Campo Largo,31/05/2026

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Requião Filho e Gleisi Hoffmann lançam pré-candidaturas no Paraná e fortalecem aliança que pode impactar disputa em Campo Largo

Evento reuniu seis partidos em Curitiba e sinaliza aproximação entre PDT e PT; presidente da Câmara de Campo Largo, Alexandre Guimarães, participou do ato e poderá integrar projeto político estadual


Requião Filho e Gleisi Hoffmann lançam pré-candidaturas no Paraná e fortalecem aliança que pode impactar disputa em Campo Largo Imagem Ilustrativa gerada por IA

Na manhã deste sábado (30), Curitiba foi palco do lançamento oficial das pré-candidaturas de Requião Filho (PDT) ao Governo do Paraná e de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado Federal. O evento, denominado “Vozes do Paraná”, reuniu lideranças políticas de diversas regiões do estado, além de representantes dos partidos PDT, PT, PCdoB, PV, Rede e PSOL, consolidando uma ampla frente política para as eleições de 2026.

Segundo os organizadores, o encontro contou com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, dirigentes partidários, militantes e apoiadores. Também participaram os presidentes nacionais do PDT, Carlos Lupi, e do PT, Edinho Silva, reforçando a importância estratégica da aliança para a disputa eleitoral no Paraná.

Durante o evento, além da apresentação das pré-candidaturas majoritárias, foram anunciados nomes que devem disputar vagas na Assembleia Legislativa do Paraná e na Câmara dos Deputados. A composição completa da chapa, incluindo a indicação para vice-governador ou vice-governadora, bem como a segunda vaga ao Senado e os suplentes, será definida nos próximos meses. A homologação oficial das candidaturas deverá ocorrer entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, conforme estabelece a legislação eleitoral.

Em seu discurso, Requião Filho destacou que sua pré-candidatura tem como objetivo apresentar uma alternativa ao atual cenário político do estado.

“O Paraná precisa voltar a ser governado para as pessoas, não para empresas que pagam a conta de campanha política. Nossa pré-candidatura nasce para construir um estado mais justo, desenvolvido e com oportunidades para todos”, afirmou.

Já Gleisi Hoffmann ressaltou a importância da participação feminina na política e a necessidade de enfrentamento à violência contra as mulheres.

“Precisamos de união para enfrentar as barbaridades que estamos enfrentando. Não podemos aceitar que as mulheres continuem morrendo pelo fato de serem mulheres e não podemos aceitar o nível de violência de gênero que temos no nosso país”, declarou.

Alexandre Guimarães participa do ato e aproximação entre PDT e PT ganha relevância em Campo Largo

Entre os participantes do evento estava o presidente da Câmara Municipal de Campo Largo e vereador Alexandre Guimarães, filiado ao PDT e apontado como pré-candidato a deputado nas eleições de 2026.

A presença de Alexandre no lançamento das pré-candidaturas reforça sua inserção no projeto político estadual liderado por Requião Filho e evidencia os reflexos da nova aliança entre PDT e PT. Com a confirmação do apoio petista à candidatura de Requião Filho e a construção de uma chapa conjunta entre as legendas, os pré-candidatos proporcionais ligados ao PDT também deverão integrar esse mesmo projeto eleitoral.

Caso sua candidatura seja oficialmente confirmada pelo partido, Alexandre Guimarães deverá participar da campanha dentro da estrutura política construída pela federação e pelos partidos aliados, o que inclui a defesa das candidaturas majoritárias apoiadas pela coligação, entre elas a de Gleisi Hoffmann ao Senado.

A aproximação chama atenção no cenário político regional porque Alexandre construiu sua trajetória em diferentes funções públicas. Ele já exerceu mandato como deputado estadual, atuou como subchefe da Casa Civil do Paraná, foi secretário de Governo em Campo Largo e atualmente ocupa a presidência da Câmara Municipal.

Com a consolidação da aliança entre PDT e PT no Paraná, o cenário eleitoral de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, especialmente para lideranças regionais que pretendem disputar cargos legislativos. A participação de Alexandre Guimarães no evento e sua condição de pré-candidato colocam Campo Largo dentro das articulações estaduais que estão sendo construídas para a próxima eleição.

Nos bastidores políticos, a união entre PDT e PT é vista como um dos movimentos mais significativos da pré-campanha paranaense, reunindo forças de esquerda e centro-esquerda em torno de um projeto comum para a disputa do Governo do Estado e das vagas ao Senado e ao Legislativo.

Um dos pontos que passa a chamar atenção no cenário político de Campo Largo é a possível divergência de palanques entre o presidente da Câmara Municipal, Alexandre Guimarães, e o prefeito Maurício Rivabem (PSD) durante as eleições de 2026.

Enquanto Alexandre Guimarães participa do projeto político liderado pelo PDT e que agora conta com o apoio formal do PT para a disputa do Governo do Paraná e do Senado, o prefeito Maurício Rivabem já declarou publicamente apoio ao projeto político do governador Ratinho Junior e à pré-candidatura de Sandro Alex ao Governo do Estado.

A situação cria um cenário de possível divisão política dentro de Campo Largo. Caso Alexandre Guimarães confirme sua candidatura a deputado e permaneça alinhado ao grupo de Requião Filho e Gleisi Hoffmann, deverá fazer campanha em um palanque diferente daquele defendido por Maurício Rivabem e pelo PSD estadual.

O fato levanta questionamentos políticos que deverão ser respondidos ao longo da pré-campanha. Entre eles, como ficará o apoio do grupo político do prefeito a Alexandre Guimarães em uma eleição na qual os projetos estaduais caminham em direções opostas. Outro ponto de atenção é se a direção estadual do PSD e o próprio governador Ratinho Junior permitirão que lideranças ligadas ao partido apoiem candidatos proporcionais vinculados a uma coligação adversária na disputa pelo Governo do Paraná.

Embora alianças locais e estaduais nem sempre sigam a mesma lógica, a definição dos palanques poderá influenciar diretamente as estratégias eleitorais em Campo Largo. Nos próximos meses, o posicionamento de Maurício Rivabem, do PSD e das lideranças estaduais deverá indicar se haverá espaço para uma convivência política entre grupos que disputarão projetos diferentes para o comando do Paraná.

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A situação coloca Alexandre Guimarães em uma posição politicamente delicada, pois sua eventual candidatura dependerá não apenas do desempenho eleitoral, mas também da capacidade de conciliar sua atuação local com um projeto estadual que, neste momento, se apresenta em sentido oposto ao grupo político liderado pelo prefeito de Campo Largo e pelo governador Ratinho Junior.

Matéria: Marcopolo Pais

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