COLÔNIA BALBINO CUNHA DEBATE EXPANSÃO URBANA E IDENTIDADE CULTURAL EM REUNIÕES DO PLANO DIRETOR
Audiências públicas permitiram que proprietários rurais do local definissem o futuro da região
Foto : Comunicação PMCL Proprietários rurais se reuniram em duas ocasiões, a primeira em 26 de fevereiro e a segunda em 18 de maio, na Igreja São João Batista, na Colônia Balbino Cunha, para discutir a readequação do Plano Diretor Municipal, que afeta diretamente o perímetro urbano da região. As reuniões, conduzidas pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, João Marcos Cavalin Cuba, abordaram questões de zoneamento, preservação histórico-cultural e infraestrutura local.
O encontro foi motivado pela ampliação do perímetro urbano do município. Essa mudança expandiu a Zona Industrial 2 nas proximidades das rodovias PR-510 e PR-423, além de criar a Zona de Expansão Urbana (ZEU) em torno do perímetro urbano. A medida tende a valorizar a região ao oferecer flexibilidade aos proprietários.
Diante da preocupação da população com a preservação da identidade histórica local, no primeiro momento ficou registrada a criação de uma Zona de Preservação Histórico-Cultural, a partir da Igreja São João Batista.
Também foi definida a criação de um Núcleo de Estudos para aprofundar as discussões sobre o tema, além da necessidade de realização de um estudo de impacto de vizinhança para avaliar os efeitos das mudanças sobre a dinâmica local.
É importante destacar que a expansão urbana na localidade está prevista no Plano Diretor de 2018 e, conforme detalhado durante a reunião, caberá aos proprietários rurais optar por manter o zoneamento rural de seus imóveis, mesmo dentro da área de expansão.
Quem falou sobre a oportunidade de debater o assunto foi o empresário César Kuroski. “A gente não quer perder essa identidade de colônia, somos colonos, descendentes de italianos”, defendeu. “Essa conversa só vem a somar e temos que buscar um processo de crescimento em que o município seja favorecido. Tem a BR-423, que vai trazer oportunidades para o município, então a gente não pode perder isso, mas, por outro lado, a gente não pode perder esse ar colonial que temos aqui.”
Nova reunião - A pedido dos moradores da região, a revisão do Plano Diretor foi apresentada na última segunda-feira (18). Nela, foi proposta a criação de uma Zona de Preservação Histórico-Cultural Rural, que será submetida à aprovação da Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep).
Se adotada, além da proteção do patrimônio edificado, essa zona precisa equilibrar a preservação com atividades agropecuárias e a dinâmica do espaço rural, o que influencia as normas de parcelamento, uso do solo e infraestrutura permitida.
Além de uma readequação do perímetro que abrangerá a nova zona, os presentes na audiência puderam votar nos usos que serão proibidos, permitidos e permissíveis para a região.




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