Frisson na política de Campo Largo: nome de Mari Mazzon surge como possível candidata a deputada
Ativista da causa animal e responsável pela ONG SOS 4 Patas ganha visibilidade, mas também acumula questionamentos sobre gestão e transparência
A política de Campo Largo começa a dar sinais de movimentação com o surgimento de novos nomes para o cenário eleitoral. Entre eles, a ativista da causa animal Mari Mazzon, conhecida por sua atuação à frente da ONG SOS 4 Patas, vem sendo apontada como possível pré-candidata a deputada.
Com forte presença nas redes sociais, Mari construiu sua imagem ligada à proteção animal, mobilizando seguidores e apoiadores em campanhas de arrecadação para manter a ONG em funcionamento. No entanto, essa visibilidade também traz desafios, especialmente quando o debate envolve gestão, transparência e prestação de contas — pontos fundamentais para quem pretende ingressar na vida pública.
Caso confirme a pré-candidatura, Mari deve levar para a política a bandeira da causa animal, seguindo o caminho de nomes que já obtiveram sucesso eleitoral com esse tema. No passado, ela esteve ao lado do então deputado federal Matheus Laiola e do atual vereador Rafael Freitas, ambos eleitos com forte apoio dessa pauta.
Nos últimos dias, Mari esteve no centro de uma polêmica nas redes sociais envolvendo a cobrança de valores para adoção de animais. A discussão começou após uma internauta relatar que teria desistido de adotar um cachorro de pequeno porte devido a um valor superior a R$ 1.500,00.
Em resposta, Mari publicou um vídeo esclarecendo que o valor não se trata de venda, mas sim de um reembolso parcial dos custos que a ONG teve com o animal, incluindo alimentação, cuidados veterinários e hospedagem. Ela também destacou que há opções mais acessíveis, afirmando que animais sem raça definida podem ser adotados mediante uma taxa de cerca de R$ 100,00.
“Temos animais sem raça definida e a taxa é de R$ 100,00, se quiser”, afirmou.
A ativista também explicou que alguns animais estão hospedados em um hotel para pets, com custo mensal aproximado de R$ 300,00 por animal, o que contribui para o aumento das despesas da ONG. Especialistas apontam que a cobrança de taxas de adoção não é irregular, desde que não haja finalidade lucrativa, sendo uma prática comum para cobrir custos e evitar adoções irresponsáveis.
Além dessa recente polêmica, Mari já enfrentou outras críticas relacionadas à atuação da ONG. Entre elas, questionamentos sobre o uso dos recursos arrecadados por meio de doações, levantando dúvidas por parte de alguns seguidores sobre a transparência na gestão financeira.
Outro ponto que gerou repercussão foi a realização de uma rifa de um veículo promovida pela ONG, que, segundo críticas nas redes sociais, ainda não teria sido finalizada, o que aumentou as cobranças por esclarecimentos.
Também circularam questionamentos sobre uma possível ligação entre Mari e clínicas veterinárias utilizadas pela ONG para o tratamento dos animais. Embora não haja comprovação de irregularidades, o tema gerou debate entre internautas e reforçou a cobrança por mais clareza na relação entre a entidade e os prestadores de serviço.
Diante desse cenário, especialistas destacam que, embora críticas e questionamentos sejam comuns no trabalho de ONGs — especialmente aquelas com grande visibilidade —, a entrada na política exige um nível ainda maior de transparência, organização e comunicação com o público.
Apesar dos desafios e das controvérsias, Mari Mazzon segue como um nome em evidência, principalmente entre eleitores engajados com a causa animal. Sua possível candidatura deve intensificar o debate não apenas sobre proteção animal, mas também sobre gestão de recursos e responsabilidade pública.
Matéria: Marcopolo Pais




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