Guto Silva destaca força do setor de combustíveis em posse da nova diretoria da Paranapetro
Em evento de posse da nova diretoria da Paranapetro, Guto Silva ressalta importância do diálogo com o setor de combustíveis e destaca impacto econômico da cadeia no Paraná.
Ex-secretário das Cidades, Guto Silva; presidente da Paranapetro, Giuseppe Salamone e o 1o vice-presidente, Jones da Silva Salvaro. O ex-secretário de Estado das Cidades e pré-candidato ao Governo do Paraná, Guto Silva, participou nesta segunda-feira (6) à noite, em Curitiba, da cerimônia de posse da nova diretoria da Paranapetro para o quadriênio 2026-2030. Quem assume a presidência da entidade é o empresário Giuseppe Salamone.
Durante o evento, Guto ressaltou o papel estratégico do sindicato e a importância do diálogo com o setor. “Entidade gera postos de trabalho, traz responsabilidades, mas a Paranapetro cumpre um papel importante ao dar voz a um setor que emprega muita gente”, afirmou.
Ele relembrou a atuação durante a pandemia da COVID-19, quando era secretário-chefe da Casa Civil. “Quando foram emitidos os decretos de abre ou fecha, me lembro da importância de ter um diálogo direto com o setor. O objetivo é alinhar e buscar alternativas para resolver os problemas, apresentando soluções.”
Guto também destacou a complexidade da cadeia de combustíveis e os impactos ao consumidor. “Cada centavo na bomba de combustível envolve uma complexidade grande. É um setor sensível, e a instabilidade gera muito ruído. O papel do líder público é apontar saídas para setores que clamam por ajuda, principalmente em momentos de instabilidade.”
O pré-candidato enfatizou ainda o desempenho econômico do Estado. “O Paraná nesses últimos oito anos praticamente dobrou o tamanho do PIB, saindo de cerca de R$ 400 bilhões para R$ 835 bilhões. Se fosse um país, teria crescido mais que Índia, China e Estados Unidos. Seria importante ter esse mesmo ambiente no país, de prosperidade e estabilidade.”
Setor em transformação
O novo presidente da Paranapetro, Giuseppe Salamone, destacou a trajetória do sindicato e diz que o setor tem a dependência externa como um dos principais desafios. “Já fomos autossuficientes em derivados, mas hoje cerca de 30% do diesel é importado, e isso impacta todo o setor.”
Salamone também ressaltou a dimensão da categoria. “São quase 2.900 postos que a Paranapetro representa no Estado. O segmento emprega cerca de 40 mil pessoas diretamente e pelo menos 200 mil de forma indireta.”
Ele destacou ainda a relevância econômica do segmento. “O setor representa quase um quarto de toda a arrecadação do Estado e hoje é muito mais complexo do que apenas compra e venda de combustíveis. Trabalhamos também com serviços, dentro de uma cadeia produtiva ampla e regulada.”
Segundo o empresário, a atuação da entidade, que completa 70 anos em 2026, vai além da representação. “Nossa função é contribuir com o poder público, seja no Legislativo ou no Executivo, com esclarecimentos e apoio, para que a sociedade ganhe com isso.”




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