Crise na saúde de Campo Largo expõe denúncias de favorecimento político na gestão da Secretaria
Enquanto população enfrenta filas, falta de médicos e insumos, críticas apontam prioridade a grupos políticos dentro da administração liderada por Dra. Luiza Marochi Almeida
A situação da saúde pública em Campo Largo tem gerado forte repercussão e críticas cada vez mais contundentes, principalmente diante de denúncias de que a gestão estaria priorizando interesses políticos em detrimento das necessidades da população.
Relatos apontam que a Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Dra. Luiza Marochi Almeida, estariam dedicando tempo e atenção ao atendimento de grupos políticos e partidários da cidade, enquanto problemas estruturais graves seguem sem solução. A percepção, segundo críticos, é de que há uma preocupação maior em manter uma boa imagem junto a grupos políticos do que em enfrentar a realidade vivida pelos usuários do sistema público.
O cenário descrito por moradores e vereadores é preocupante. Durante sessão na Câmara, o vereador Gustavo Torres utilizou a palavra para relatar a falta de itens básicos na UPA 24 horas, como cobertores, lençóis, equipamentos de proteção individual e materiais de higiene pessoal. Situações que, segundo ele, evidenciam um sistema em estado crítico.
Além disso, a população enfrenta filas extensas tanto na UPA 24h quanto nas Unidades Básicas de Saúde, dificuldade para conseguir consultas, escassez de médicos e atrasos significativos na realização de exames, alguns com tempo de espera superior a seis meses. Há ainda denúncias sobre a falta de medicamentos essenciais, como os utilizados no tratamento de diabetes.
Mesmo diante desse cenário, a Secretaria de Saúde tem mantido um discurso de normalidade, afirmando que os serviços estão funcionando adequadamente. Essa posição, no entanto, tem sido contestada por uma “enxurrada” de reclamações que circulam entre usuários do sistema e nas redes sociais.
O ponto mais sensível das críticas está justamente na suposta priorização política dentro da gestão. Para parte da população, a secretaria estaria mais focada em atender demandas de grupos políticos — muitas vezes ligados a interesses partidários e aliados até a políticos de oposição — do que em resolver os problemas que afetam diretamente a população em geral.
Essa percepção tem alimentado o debate sobre a utilização da máquina pública e o papel dos gestores na condução das políticas de saúde. Em um momento considerado delicado, com relatos de precariedade no atendimento, cresce a cobrança por uma atuação mais técnica, transparente e voltada exclusivamente ao interesse público.
A situação também levanta questionamentos sobre a comunicação oficial da Secretaria, já que o discurso de que “está tudo bem” contrasta diretamente com a realidade enfrentada por quem depende do sistema de saúde municipal.
Até o momento, não houve posicionamento detalhado da Secretaria Municipal de Saúde respondendo especificamente às denúncias de falta de insumos, demora no atendimento e, principalmente, às críticas relacionadas à suposta priorização de grupos políticos.
Enquanto isso, a população segue enfrentando dificuldades no acesso à saúde, reforçando a necessidade urgente de medidas concretas e eficazes para reverter o quadro.
Matéria: Marcopolo Pais




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