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Campo Largo,29/05/2026

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ACICLA manifesta preocupação com proposta de redução da jornada de trabalho e mudanças na escala 6x1

Entidade empresarial de Campo Largo reforça apoio ao posicionamento da FACIAP e alerta para impactos econômicos sobre micro e pequenas empresas

Matéria : Assessoria ACICLA
ACICLA manifesta preocupação com proposta de redução da jornada de trabalho e mudanças na escala 6x1 Foto : Assessoria ACICLA

A Associação Comercial e Empresarial de Campo Largo (ACICLA) divulgou nesta quarta-feira (28) uma nota oficial manifestando apoio ao posicionamento da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (FACIAP) em relação às propostas de redução da jornada semanal de trabalho e possíveis alterações no modelo de escala 6x1.

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No documento assinado pelo presidente da entidade, Vinicius Spack, a ACICLA reconhece que o debate sobre qualidade de vida, valorização dos trabalhadores e modernização das relações de trabalho é legítimo e necessário, porém defende que mudanças estruturais desse porte sejam realizadas com responsabilidade, amplo diálogo e análise técnica aprofundada dos impactos econômicos e sociais.


Segundo a entidade, setores como comércio, serviços e indústria — principalmente micro e pequenas empresas — já enfrentam um cenário considerado desafiador, marcado por elevada carga tributária, custos operacionais em constante crescimento, burocracia, insegurança jurídica e dificuldades relacionadas à produtividade e contratação de mão de obra.


A ACICLA afirma que a adoção obrigatória de uma redução da jornada de trabalho, sem mecanismos adequados de transição, flexibilidade ou ganhos efetivos de produtividade, pode comprometer a sustentabilidade financeira das empresas e afetar diretamente a manutenção dos empregos formais no país.


Outro ponto destacado pela associação é o possível aumento dos custos operacionais das empresas, especialmente dos pequenos negócios, que possuem menor capacidade financeira para absorver novas despesas trabalhistas. Conforme a nota, esses custos tendem a ser repassados ao consumidor final, contribuindo para o aumento da inflação, elevação do custo de vida da população e redução da competitividade da economia brasileira.


A entidade também demonstrou preocupação com a condução política do debate nacional envolvendo o tema. De acordo com a ACICLA, discussões de tamanha relevância econômica não podem ocorrer sob pressão política ou eleitoral, sem uma análise técnica mais aprofundada sobre os efeitos práticos das mudanças propostas.


No texto, a associação afirma ainda que o setor produtivo brasileiro não pode continuar sendo tratado apenas como responsável por absorver novos custos e sustentar a economia nacional, sem o devido reconhecimento à sua importância na geração de empregos, renda e desenvolvimento econômico.


A ACICLA alerta que ignorar os posicionamentos apresentados por entidades empresariais e representantes do setor produtivo pode ampliar o distanciamento entre as decisões tomadas em Brasília e a realidade enfrentada diariamente por empresários, comerciantes e empregadores nos municípios brasileiros.


Ao final da nota, a entidade reforça que defende a modernização das relações de trabalho por meio do diálogo entre trabalhadores, empregadores e poder público, respeitando as particularidades de cada setor econômico e priorizando segurança jurídica, previsibilidade e preservação dos empregos.


A associação também reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de oportunidades e o fortalecimento do ambiente de negócios em Campo Largo e em todo o Paraná.


NOTA OFICIAL – REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO

A Associação Comercial e Empresarial de Campo Largo (ACICLA), entidade representativa do setor produtivo local e integrante do sistema associativista da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (FACIAP), manifesta seu apoio e corrobora o posicionamento apresentado pela FACIAP em relação às propostas de redução da jornada semanal de trabalho e alteração da escala 6x1.

A ACICLA entende que o debate sobre qualidade de vida, valorização do trabalhador e modernização das relações de trabalho é legítimo e necessário. Contudo, mudanças estruturais dessa magnitude precisam ocorrer com responsabilidade, diálogo amplo e análise técnica dos impactos econômicos e sociais envolvidos.

É fundamental considerar que o comércio, os serviços e a indústria — especialmente as micro e pequenas empresas — operam em um cenário já marcado por elevada carga tributária, custos operacionais crescentes, burocracia, insegurança jurídica e dificuldades relacionadas à produtividade e à contratação de mão de obra.

A imposição de uma redução obrigatória da jornada, sem mecanismos de transição, flexibilidade e ganho efetivo de produtividade, pode gerar impactos severos para a sustentabilidade dos negócios, para a manutenção dos empregos formais e para a competitividade das empresas brasileiras.

O resultado tende a ser o aumento dos custos operacionais das empresas, especialmente dos pequenos negócios que possuem estruturas mais enxutas e menor capacidade de absorção financeira. Esses custos inevitavelmente acabam sendo repassados ao consumidor, pressionando a inflação, elevando o custo de vida da população e reduzindo ainda mais a competitividade da economia nacional.

Também preocupa que um tema de tamanha relevância econômica esteja sendo debatido sob forte pressão política e eleitoral, deixando em segundo plano uma análise técnica mais profunda sobre seus impactos reais. O setor produtivo brasileiro não pode continuar sendo tratado apenas como responsável por absorver novos custos e sustentar a máquina econômica do país, sem o devido reconhecimento à sua importância na geração de empregos, renda e desenvolvimento.

Ao desconsiderar os alertas apresentados por entidades empresariais e representantes do setor produtivo, corre-se o risco de ampliar ainda mais o distanciamento entre as decisões tomadas em Brasília e a realidade enfrentada diariamente por quem empreende, investe e mantém postos de trabalho em nossas cidades.

A ACICLA defende que qualquer modernização das relações de trabalho seja construída por meio do diálogo entre trabalhadores, empregadores e poder público, respeitando as particularidades de cada setor econômico e priorizando a segurança jurídica, a previsibilidade e a preservação dos empregos.

Reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de oportunidades e o fortalecimento do ambiente de negócios em Campo Largo e no Paraná.

Campo Largo, 28 de maio de 2026.

Vinicius Spack

Presidente da ACICLA

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