Homem executado dentro de bar em Campo Largo pode ter sido morto por engano, aponta investigação
Crime registrado por câmeras de segurança aconteceu no distrito de Bateias; Polícia Civil trabalha para identificar autores e esclarecer motivação
Banda B A Polícia Civil do Paraná investiga a morte de Rogério Gogola Maeski, de 47 anos, executado a tiros dentro de um bar no distrito de Bateias, em Campo Largo, na noite da última quinta-feira (02/04). Uma das principais linhas de investigação aponta que a vítima pode ter sido morta por engano.
De acordo com a delegada Géssica Andrade, em entrevista à emissora RIC Record, o perfil da vítima tem sido um dos fatores que dificultam a elucidação do crime.
“Pelo que as testemunhas contam, o rapaz que foi morto era um homem trabalhador, tranquilo. Essa questão da motivação tem sido um empecilho na investigação. Pelo perfil da vítima, está sendo investigado ter sido uma morte por engano”, afirmou a delegada.
Câmeras de segurança registraram toda a ação criminosa, incluindo o momento da execução e a fuga dos suspeitos, que estavam em uma motocicleta. Segundo relatos de testemunhas, dois homens chegaram ao local utilizando roupas escuras e capacetes, o que dificulta a identificação.
Antes do crime, os suspeitos teriam anunciado um assalto do lado de fora do estabelecimento. Em seguida, um deles entrou no bar, foi diretamente até Rogério e efetuou ao menos cinco disparos contra a vítima.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas, mas Rogério não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A morte foi confirmada pela médica responsável pelo atendimento.
As investigações seguem em andamento. A Polícia Civil informou que já conseguiu identificar parcialmente o veículo utilizado na fuga e possui descrições limitadas dos autores, devido ao uso de capacetes.
“Estamos no processo embrionário do inquérito, ouvindo todas as testemunhas”, explicou a delegada Géssica Andrade.
Morador da região, Rogério era conhecido entre frequentadores do bar como uma pessoa tranquila. O irmão da vítima, Ronaldo Maeski, relatou que recebeu a notícia enquanto estava na igreja.
“Senti algo ruim, sentei no degrau da igreja e daqui a pouco tocou o telefone. Me avisaram que meu irmão foi baleado no bar”, contou.
Até o momento, ninguém foi preso e a investigação continua para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime.
Fonte: Banda B




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