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Campo Largo,25/02/2026

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Paraná entra em estado de alerta por vírus respiratórios: 523 mortes confirmadas em 2025

Com hospitais sob pressão, aumento de internações e baixa adesão à vacina da gripe, o Governo do Estado decreta situação de alerta em saúde pública. Crianças e idosos lideram estatísticas de internações e óbitos.


Paraná entra em estado de alerta por vírus respiratórios: 523 mortes confirmadas em 2025

O Paraná está oficialmente em alerta contra a proliferação de vírus respiratórios. A medida foi anunciada em 6 de junho de 2025, por meio da Resolução nº 1.014/2025 da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), após uma escalada nas internações hospitalares e mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs). A determinação estabelece o prazo de 90 dias de alerta, com ações coordenadas entre estado e municípios para reduzir o impacto da crise.

A decisão se dá num momento de alta pressão sobre o sistema de saúde, ocupação crítica de leitos, e baixa cobertura vacinal nos grupos de risco. O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, afirmou que a medida visa conter a propagação dos vírus antes que a situação se agrave ainda mais no inverno.


Números que preocupam: mais de 500 mortes confirmadas

Os dados da Sesa revelam que, de janeiro até o início de junho de 2025, o Paraná já contabilizou:



  • 10.635 internações por SRAG,




  • 523 mortes por causas respiratórias graves.



Entre esses óbitos, 85 foram causados por Influenza, sendo que apenas 9 das vítimas haviam se vacinado contra a gripe. Isso mostra um forte impacto da baixa vacinação nos grupos de risco. Outros vírus circulantes, como Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Covid-19, também contribuíram significativamente para os índices de mortalidade.


Crianças e idosos são os mais afetados

As faixas etárias mais atingidas pelas SRAGs são:



  • Crianças de até 5 anos: 5.765 hospitalizações (+14,1% em relação a 2024),




  • Idosos com mais de 60 anos: 6.937 internações (+19,7%).



Esses dois grupos representam atualmente 80% das solicitações de internação via Central Estadual de Leitos, revelando uma clara vulnerabilidade desses públicos diante da atual onda de vírus.


Vacinação estagnada e cobertura abaixo da meta

A campanha de vacinação contra a gripe está muito aquém da meta. Até o início de junho, apenas 42,1% do público-alvo havia sido vacinado, mesmo com mais de 4,1 milhões de doses distribuídas.

Cobertura por grupo:



  • Idosos: 46,0%




  • Crianças: 33,7%




  • Gestantes: 30,8%



Segundo a Sesa, a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%, mas muitos municípios ainda não atingiram nem metade dessa cobertura. As prefeituras foram orientadas a reforçar ações de busca ativa e comunicação para aumentar a adesão.


Investimento em testagem e diagnóstico precoce

Com o objetivo de acelerar o diagnóstico e permitir tratamento precoce com antivirais, como o oseltamivir (Tamiflu), o estado adquiriu 100 mil testes rápidos para Influenza A/B e Covid-19, com um investimento de R$ 800 mil. Os testes estão sendo distribuídos para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e hospitais estratégicos em todo o estado.

Essa testagem rápida é crucial para o início imediato do tratamento, principalmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, quando o medicamento é mais eficaz na redução da gravidade da doença.


Sistema hospitalar no limite: leitos apertados e UTIs quase lotadas

A pressão sobre a rede hospitalar é visível:



  • 88% de ocupação nas UTIs,




  • 62% de ocupação nas enfermarias,




  • 10% das UTIs e 6% das enfermarias dedicadas exclusivamente a pacientes com SRAG.



Para tentar desafogar os hospitais, o Governo do Estado autorizou a abertura de 58 novos leitos:



  • 20 leitos pediátricos no Hospital Infantil Waldemar Monastier (Campo Largo),




  • 13 leitos no Hospital do Coração Bom Jesus (Ponta Grossa),




  • 25 leitos no Hospital Madre Die (São Miguel do Iguaçu).



Além disso, existe capacidade de ampliar a estrutura com mais 200 leitos (50 UTIs e 150 enfermarias), caso a demanda continue crescendo nas próximas semanas.


Circulação viral ativa: Covid-19 e Influenza seguem infectando

Segundo o monitoramento da Rede Sentinela, 47,9% das amostras analisadas apresentaram resultados positivos para vírus respiratórios.

Circulam atualmente no estado:



  • Influenza A e B,




  • Vírus Sincicial Respiratório (VSR),




  • Coronavírus (SARS-CoV-2).



A Covid-19, embora com menor letalidade na atual fase, ainda representa uma ameaça: entre o fim de dezembro de 2024 e maio de 2025, foram registrados 14.600 casos e 94 óbitos no Paraná.


Declaração oficial

Em nota, o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, declarou:


“Estamos vivendo um momento crítico, com aumento das internações e ocupação de leitos chegando a níveis preocupantes. O estado de alerta tem o objetivo de mobilizar toda a rede pública e privada para conter o avanço dessas doenças.”



O que muda com o estado de alerta?

Com a publicação da resolução de alerta, os municípios paranaenses devem:



  • Ampliar a testagem de pacientes com sintomas gripais,




  • Reforçar o atendimento em UBSs,




  • Adotar plano de contingência,




  • Priorizar a vacinação em grupos de risco,




  • Disponibilizar relatórios semanais sobre a situação local.



A medida também autoriza a contratação emergencial de pessoal, abertura de leitos temporários e repasses extras de recursos para hospitais que atenderem alta demanda.


Recomendações à população

A Secretaria de Saúde reforça as orientações para que a população:



  • Use máscara em ambientes fechados e unidades de saúde,




  • Evite contato com pessoas gripadas,




  • Mantenha higienização constante das mãos,




  • Atualize o esquema vacinal, principalmente a vacina da gripe,




  • Procure atendimento médico ao apresentar febre, tosse, falta de ar ou cansaço extremo.




Conclusão

O alerta sanitário no Paraná evidencia o impacto das doenças respiratórias na rede pública de saúde e revela a urgência de ações conjuntas entre governo, municípios e população. A chegada do inverno deve aumentar a circulação viral, exigindo mais prevenção, agilidade na testagem e adesão às vacinas.




















































A tendência é que os próximos meses sejam decisivos. A única forma de evitar um colapso no sistema de saúde é com responsabilidade coletiva, atenção aos sintomas e compromisso com a imunização.

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