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Campo Largo,05/09/2026

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SETEMBRO AMARELO: ATENÇÃO, ESCUTA E ACOLHIMENTO

Psicóloga do CAPS descreve sinais de alerta em saúde mental e formas de oferecer apoio

Matéria : Comunicação PMCL
SETEMBRO AMARELO: ATENÇÃO, ESCUTA E ACOLHIMENTO Foto : Comunicação PMCL

Começou a campanha de prevenção ao sofrimento emocional em referência à mobilização internacional do Setembro Amarelo. Ao longo do mês, Campo Largo terá diversas ações na área de saúde. Entre os propósitos da campanha, um dos mais importantes é o acesso à informação de qualidade, acolhimento e atendimento próximo para lidar com momentos de sofrimento emocional.

Psicóloga do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II), Mariane Bonato falou sobre a importância do acolhimento, os sinais de alerta de quem está em um momento de vulnerabilidade emocional e como se preparar para atender essa pessoa. Confira:

Quais sinais temos que ficar alertas? 
Um grande sinal, que eu sempre digo, são as alterações de comportamento. Nós temos padrões de comportamento. Se esse padrão mudou, se a pessoa está mais quieta, quase não sorri, se envolveu em um comportamento de risco... são coisas para ficar alerta.

O isolamento social é um sinal bem importante. Se a pessoa tinha um comportamento anterior, era um pouco mais expansiva, ou não era de falar tanto, mas pelo menos estava ali circulando, fazendo sua rotina, e ela acaba se isolando, não aceita mais convites, fica mais em casa, diminui o autocuidado... São sinais de alerta. Às vezes, a irritabilidade também é um sinal ou alterações muito sutis do comportamento. 

Trabalho pode distrair a cabeça, mas a gente tem aí uma onda de burnout. Como funciona essa questão da exaustão?
Muitas vezes, os trabalhos também estão sobrecarregando demais as pessoas. Não se tem aquele tempo de “agora chega.” Qual família, qual pessoa que ainda cultua sentar e tomar o seu chimarrão? Ficar lá na varanda olhando para o nada, assistir novelas… Hoje as pessoas estão muito preocupadas em performar, daí vêm a autocrítica, a vergonha, a autocobrança, a crítica dela mesma.

Às vezes, um profissional está presente, mas às vezes [quem precisa de ajuda] está do nosso lado. Como nós, enquanto sociedade, podemos agir e contribuir?
A primeira atitude básica enquanto cidadão é não julgar. Se você tem alguém do teu lado que está com alteração de comportamento, que em algum momento desabafou com você… Você vai fazer uma abordagem sem julgamentos. É preciso acolher, mostrar que é importante.

E quanto menos falar, no sentido de aconselhar: "puxa, mas você não precisa disso, você tem tanta coisa..." Não falar, porque isso ainda acaba gerando mais culpa ainda na pessoa. É o escutar: "Olha, eu estou aqui para te ouvir. Se você estiver precisando falar, eu estou aqui para te ouvir." E ter essa disponibilidade com empatia, com atenção. 

E a pessoa pode não querer falar, e está tudo bem se não quiser: “Mas eu estou aqui com você, eu vou ficar aqui com você.” Só esse movimento faz diferença. A pessoa se sente de alguma maneira tocada, acolhida, se sente minimamente protegida.

Se você faz um vínculo com alguém, você consegue se sentir pertencente e importante. Tem alguém que está ali por você. 

Não existe uma fórmula mágica excepcional; existe aquilo que a gente tem de mais genuíno do ser humano, que é propiciar a atenção, a escuta, o não julgamento, a acolhida, dizer que você está ali, vincular com a pessoa.

Como fazer o caminho para chegar aos serviços de atendimento psicológico?
Tem vários caminhos. O primeiro deles é a Unidade de Saúde (US). Pode pedir pela consulta de enfermagem ou pela consulta médica.

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) também trabalha com porta aberta, fazendo o acolhimento todos os dias da semana, das 8h às 11h, das 13h às 16h, exceto às quintas-feiras de manhã. E o acolhimento também não tem horário agendado. Não tem que ter um encaminhamento formal, não precisa. Se há uma gravidade maior, daí [o caminho] é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h). E também tem o canal nacional, que é o Centro de Valorização da Vida (CVV). No CVV, tem o pessoal voluntário treinado para fazer esse apoio e essa escuta.

 SERVIÇO:

  • Centro de Valorização da Vida (CVV): telefone 188;

  • Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II): Rua Francisco Xavier de Almeida Garret, S/N, Centro, Campo Largo-PR;

  • Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e drogas (CAPS AD): Rua Joanim Stroparo, 117 - Vila Bancária, Campo Largo-PR;

  • Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA 24h): Rua Francisco Xavier de Almeida Garret, 385;

  • Unidades de Saúde (US): confira as localizações clicando aqui

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