DIA DO VOLUNTARIADO: HISTÓRIAS QUE INSPIRAM A CUIDAR EM CAMPO LARGO
Lei nº 7.352, de 1985, instituiu o Dia Nacional do Voluntariado, celebrado hoje, 28 de agosto
Assessoria PMCL Entidades e instituições que trabalham com pessoas voluntárias comemoram, todos os anos, o Dia Nacional do Voluntariado em 28 de agosto. Em Campo Largo, há diversas histórias inspiradoras, entre elas as de dois projetos que serão contadas por voluntárias e voluntários da cidade.
São histórias de mobilização para conseguir doações, atender pacientes, enviar roupas para outro estado, ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade e aprender novas habilidades - ações que ajudam a formar uma rede de solidariedade para pessoas de todas as idades, moradoras de Campo Largo e de municípios vizinhos.
O projeto Crocheteiras de Campo Largo começou porque as aulas de crochê de Anielle Neri eram muito legais, e Beatriz Zanetti queria mais tempo para crochetar. Foi quando cada uma levou o que tinha de lã, e uma conversa informal se transformou em incentivo para o início das reuniões. Em 2020, no primeiro encontro, eram cinco mulheres; depois, 30; mais tarde, 50; e, agora, são mais de 150 voluntárias.
A mobilização ganhou ainda mais força devido às enchentes que atingiram o estado do Rio Grande do Sul em 2024. À época, as crocheteiras sentiram vontade e necessidade de colaborar. Entraram em contato com uma professora da cidade de Canoas, conseguiram um caminhão para o transporte e produziram roupas de bebê, mantas, toucas e muito material de lã para aquecer as pessoas vítimas das enchentes.
Desse momento em diante, o projeto cresceu até se transformar em uma rede de apoio e solidariedade entre as próprias mulheres. “Todas as terças-feiras, conhecíamos gente nova e, muitas vezes, elas se tornam amigas com quem podemos contar todos os dias”, conta Mônica Paulart, uma das integrantes do grupo.
As crocheteiras também atuam com uma dinâmica de suporte, incluindo apoio, acolhimento e atenção à saúde mental: “A gente acolhe todas com um sorriso no rosto, um abraço e olhando nos olhos. ‘Que bom que você veio.’ Fazemos com que elas se sintam bem-vindas no nosso espaço”, explica Beatriz. A outra dinâmica envolve ajuda para fazer o crochê: “Dizemos: ‘Senta perto de mim, deixa eu te ajudar.’ Independentemente das dificuldades, elas são respeitadas e fazem as coisas no seu tempo. Elas se ajudam e ensinam umas às outras”, conta Anielle Neri.
Manueli Kronbauer Ritt ressalta a importância das doações: “É muito importante, seja em relação à atividade das mulheres, seja em relação à doação de materiais, principalmente de lã. O projeto tem uma associação organizada, com CNPJ, para facilitar a participação em processos de arrecadação de materiais”, explica. As crocheteiras fazem doações durante todo o ano para os hospitais da cidade, com roupas, toucas e, principalmente, mantas.
Já a Elo Capelania é um projeto com 11 anos de atividades voluntárias em hospitais de Campo Largo. Érika Checan, capelã e musicoterapeuta, está no projeto desde a fundação. Em entrevista, ela apresentou várias alas de um dos hospitais que atende, entre elas o local de trabalho e a capela. O principal foco da capelania são as visitas leito a leito aos pacientes; no entanto, as pessoas voluntárias fazem atendimentos em todos os setores do hospital e realizam ações, inclusive para acompanhantes.
Durante a entrevista com Érika, Mirtis Moreira Silva, a Dona Mirtis, paciente do hospital, encontrou a capelã e demonstrou muito carinho pela equipe. “Quando a gente ama, quer distribuir beijo”, afirma Dona Mirtis. Ela também falou sobre o trabalho voluntário e o apoio oferecido aos pacientes do hospital: “É importantíssimo o conforto que dá para a gente que está angustiado, com dor. Ficamos aqui conversando e a gente até esquece dela”, conta.
“Cada visita me ensina que, às vezes, nossa presença, uma escuta atenta, uma oração ou uma palavra de fé podem trazer um pouco de luz para quem está atravessando um momento difícil. Meu papel é estar ali com respeito e amor: acolher, escutar, oferecer uma palavra de esperança e lembrar que, mesmo em meio ao sofrimento, ninguém precisa caminhar sozinho”, conta Izabela de Paula, voluntária desde 2023.
No trabalho voluntário, Gioceli Escorsin perdeu o medo de hospitais. Ela viu o anúncio do curso de formação e sentiu que precisava fazê-lo. “Eu posso dizer que foi a melhor escolha que fiz na minha vida. Eu estou nos cuidados paliativos e tento ajudar em situações delicadas”, conta. Josias Chromiec Jr. complementa, reforçando a importância de entender cada situação no voluntariado. “O mais relevante é a individualidade da situação, a escuta e a demonstração do amor por meio de uma palavra de esperança”, afirma.
As Crocheteiras e a Elo Capelania são duas das histórias de voluntariado em Campo Largo e, inclusive, atuam juntas na doação de roupas e mantas para os hospitais. É possível fazer parte de ambos os projetos, e também é fundamental ajudar com doações para os dois trabalhos voluntários. Ajuda e doação nunca são demais.
SERVIÇO:
Projeto Crocheteiras de Campo Largo
Contato: @crocheiteiras_campolargo no Instagram
Como participar: são dois encontros mensais e basta comparecer ao Centro de Convivência do Idoso Jerônimo Stoco "Momi", na Rua XV de Novembro, nº 1882, Centro. Também é possível ajudar com doações de lã para o projeto; verifique informações no Instagram.
Elo Capelania
Contatos: @elocapelania no Instagram ou (41) 99201-0755 no WhatsApp
Como participar: é possível integrar o grupo ou contribuir com doações, sobretudo de roupas, levando diretamente nos hospitais.




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