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Campo Largo,18/04/2026

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Suspeito de criar falso órgão federal para aplicar golpes é preso no Paraná; TV Campo Largo foi a primeira a levantar suspeitas

Homem se passava por representante ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e causou prejuízo de cerca de R$ 350 mil; atuação já havia sido denunciada previamente em Campo Largo


Suspeito de criar falso órgão federal para aplicar golpes é preso no Paraná; TV Campo Largo foi a primeira a levantar suspeitas

A Polícia Civil do Paraná prendeu, nesta sexta-feira (17), Evandro Luiz Dal Molin, investigado por aplicar uma série de golpes utilizando a falsa criação de um suposto órgão federal. A prisão ocorreu em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo as investigações, o suspeito se apresentava como presidente do chamado “Marco da Criança e do Adolescente”, uma entidade inexistente que, segundo ele, estaria vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Para dar aparência de legitimidade, Dal Molin utilizava materiais com o brasão da República e divulgava fotos em locais como o Congresso Nacional, câmaras municipais e ao lado de autoridades.

O próprio ministério confirmou oficialmente que não há qualquer vínculo funcional, contratual ou institucional com o investigado e destacou que não existe, em sua estrutura, nenhum órgão ou programa com esse nome.

As apurações indicam que o suspeito construía relações com empresários, representantes de ONGs e agentes públicos para ganhar confiança e, posteriormente, solicitar valores sob a promessa de liberação de verbas públicas — recursos que nunca eram repassados às vítimas.

Até o momento, pelo menos cinco vítimas já foram identificadas, com prejuízo estimado em cerca de R$ 350 mil. A polícia acredita que o número pode ser ainda maior.

Entre os golpes relatados, está a promessa de repasse de R$ 25 mil a uma ONG para a realização de um evento. O valor nunca foi depositado. Em outro caso, o investigado ofereceu um suposto investimento em veículos que seriam alugados ao Governo Federal, prometendo retorno mensal de R$ 8 mil — proposta que também se revelou fraudulenta.

Além disso, utilizando o nome da falsa entidade, Dal Molin concedia títulos simbólicos como “Prefeito Amigo da Criança”, numa tentativa de reforçar sua credibilidade junto a gestores públicos.

Após tomar conhecimento do uso indevido de sua identidade visual, o ministério acionou a Advocacia-Geral da União, que solicitou a remoção de conteúdos que utilizavam símbolos oficiais da República. Parte dessas publicações já foi retirada das redes sociais do investigado.

Em Campo Largo, a atuação do suspeito já havia sido identificada antes da prisão. A TV Campo Largo foi a primeira a levantar suspeitas sobre o comportamento de Evandro Luiz Dal Molin, após sua passagem pelo município.

Com apoio do trabalho do comunicador Santana, a equipe iniciou apurações ao perceber inconsistências nas promessas feitas pelo investigado, especialmente após ele visitar o Conselho Tutelar de Campo Largo, onde tirou fotos e prometeu a entrega de um veículo — compromisso que não foi cumprido.

A partir disso, a emissora passou a alertar autoridades locais, incluindo secretários e vereadores, contribuindo para ampliar a atenção sobre possíveis tentativas de golpe na região e impedindo o acesso dele as instituições politicas da cidade. As apurações também identificaram indícios de vítimas em cidades vizinhas, como Araucária e Balsa Nova.

Outro ponto relevante envolve um suposto assessor do investigado, morador de Campo Largo, que frequentemente o acompanhava em eventos. Em episódio passado após ser confrontado, ele teria apagado conteúdos de suas redes sociais. Há indícios de que ele possa ser investigado como possível cúmplice no esquema.

Ainda segundo apurado, uma ex-candidata a deputada e vereadora no município também teve contato com o grupo. Ela já havia sido previamente alertada pela equipe da TV Campo Largo sobre as suspeitas envolvendo o suposto assessor e mesmo assim nos últimos meses foi vista andando com o tal assessor .















A Polícia Civil segue com as investigações e não descarta novas prisões. As autoridades orientam que possíveis vítimas procurem a delegacia para formalizar denúncia.

Matéria: Marcopolo Pais

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